A lenda que criou a lenda

Enzo Ferrari

Poucos personagens foram tão influentes no mundo dos automóveis quanto o italiano Enzo Anselmo Ferrari. Mais que um construtor de carros, este homem foi o responsável pelo que é hoje a maior paixão no mundo automobilístico, a quase que mitológica e supercampeã Ferrari. 

Enzo nasceu em Modena, em 1898. Levado por seu pai a uma pista de corridas pela primeira vez quando tinha apenas 10 anos, o pequeno Enzo descobriu ali o que faria para o resto da vida. Aos 21 anos buscou uma vaga para trabalhar na Fiat, mas acabou sendo recusado. Arranjou empregos em pequenas oficinas que preparavam carros de corrida com peças usadas, mas logo chegaria a integrar a equipe italiana da Alfa Romeo, onde atuou como piloto. Seu trabalho como chefe motivador e vitorioso logo o levou para o lado de trás da mureta dos boxes.

Paralelamente ao seu trabalho na Alfa, Enzo começou a montar a Scuderia Ferrari em 1929, a qual competia então com carros da Alfa Romeo que levavam o seu sobrenome. Após a Segunda Guerra Mundial, ele criou o primeiro carro de competição, o Tipo 125, com o qual a Ferrari apareceu para disputar o Gran Prix de Mônaco de 1947 na era pré-Fórmula 1. Alberto Ascari conquistaria os dois primeiros títulos mundiais de F-1 da Ferrari nos anos de 1952 e 1953, e as vitórias se misturaram à paixão, transformando a marca italiana em mito.

Tradição e paixão sempre acompanharam a equipe em qualquer corrida, onde os carros sempre apareciam pintados com um vermelho sedutor. A escolha do vermelho se deve ao fato de que nos primórdios das corridas, os bólidos eram pintados com as cores oficiais de seus respectivos países de origem. Assim, os carros ingleses eram verdes; os franceses, azuis; os alemães, prateados e os italianos vermelhos.

A equipe é a única a usar de fato e ao longo das décadas as cores tradicionais, e não apenas as cores dos patrocinadores. O Escudo do time, amarelo como na cor oficial da cidade de Modena, ostenta em seu centro o “Cavallino Rampante”, homenagem prestada por Enzo Ferrari a Francesco Baraca, piloto da força aérea italiana que morreu em combate na Primeira Guerra Mundial. Ele levava na fuselagem do avião o símbolo do cavalo, que hoje integra o escudo ferrarista.

Em 1969 Enzo Ferrari permitiu que a maior parte das ações da equipe e da fábrica de carros fosse comprada pela Fiat, pois estava passando por dificuldades financeiras. O renascimento veio em 1975 com a conquista do título mundial por Niki Lauda. A Ferrari conquistou 15 títulos mundiais de pilotos na F-1, além de obter 14 vitórias em Le Mans.

Enzo Ferrari faleceu aos 90 anos em 1988, mas a sua marca continua presente tanto nas ruas, com carros superesportivos, como nas pistas de corridas. Um legado que fãs do mundo inteiro cultuam.

Seus carros tinham traços particulares de sua personalidade: fortes, técnicos, audaciosos e à frente de seu tempo. Era necessário vencer e convencer. O piloto Niki Lauda, quando foi contratado, ouviu de Enzo que quem vencia era o carro. O piloto era apenas uma peça muito cara da qual ele infelizmente necessitava.

Homem de caráter forte, ateu, Enzo sempre foi elogiado pelo desempenho e, acima de tudo, pela beleza de seus carros. Mas como ele próprio dizia, “carro bonito é o que vence corridas”.

Outra frase célebre: quando Enzo perguntou quem estava seguindo a Ferrari na tradicional prova noturna de Le Mans, um funcionário respondeu: “Apenas a Lua consegue seguir uma Ferrari”.

Gasolina na veia galera!

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