Caterham e Marussia lesam fãs em Austin e São Paulo – Coluna Gasolina na Veia

Coluna publicada no jornal “O Liberal” de Araçatuba-SP na quarta-feira, 29 de outubro.

As equipes Caterham e Marussia, que estão afundadas em dívidas e com sérias dificuldades de permanecer do grid da Fórmula 1, receberam, segundo o que foi relatado na mídia internacional, um cartão verde de Bernie Ecclestone para ficar de fora dos GPs das Américas, que será disputado neste final de semana nos Estados Unidos, como no GP do Brasil, daqui a pouco mais de uma semana em São Paulo. E quem sai perdendo é o público que comparecerá aos dois autódromos.
Sairá perdendo porque, mesmo em se tratando de duas equipes pequenas, serão quatro carros a menos no grid, o que para a estética do esporte fará uma tremenda diferença. E não pense que esportivamente não fará muita diferença. A falta das duas representa o que podemos comparar com as alegorias finais de uma escola de samba, senão estiverem lá todos reparam. Sim, as duas equipes andam atrás, porém, disputam entre si durante a maior parte da prova. Imagens que na maioria das vezes, salvo em caso de acidente ou quando levam uma volta dos líderes, quase nunca o fã do esporte vê na televisão. Quem estiver presente nos GP das Américas e no GP do Brasil, irá sentir e muito o prejuízo, principalmente por ter pago um ingresso que, na maioria dos casos é comprado com antecedência, e garante ao seu portador conferir uma competição de no mínimo 20 carros, ou 22 como vinha sendo nesta temporada.
Até agora a ausência das duas equipes não se estenderá ao GP de Abu Dhabi, última etapa da temporada. Apesar do “vale” concedido por Bernie, os dois times encontrarão mais dificuldades para encerrar a temporada. Aliás, penso que, se não conseguem participar de uma etapa, quem dirá do campeonato inteiro. Bernie torce para o colapso das duas equipes nanicas, e como tais organizações possuem acordos que as obrigam a participar de todas as corridas, a exceção feita por Bernie pode custar caro aos agora beneficiados. A torcida, do todo poderoso chefão dos direitos comerciais da categoria, se justifica pelo fato de Bernie estar a um passo de realizar uma das maiores revoluções na estrutura dos times da categoria, a adoção de um terceiro carro pelas equipes.
O tema é recorrente nesta coluna, mas cabe aqui a observação do retorno em marketing, e intensas especulações que irão ferver após a decisão final sobre os rumos da Fórmula 1 ser tomada. Novos patrocinadores serão necessários. As regras podem mudar ou não, ou até ser específica para o caso do terceiro carro. Adoção de pinturas diferenciadas pode ser uma saída, o que daria novo fôlego ao marketing, tão mal explorado pela Fórmula 1 nos últimos anos, principalmente em termos de redes sociais.
Tempo é dinheiro para Bernie Ecclestone, e ao acúmulo de dinheiro ele dedicou a vida. Dono de metade dos valores que são levantados pelo esporte, o sisudo inglês não aceita renegociar sua participação na lucrativa competição que administra. Há de se levar em conta que os donos de equipe cada vez mais reclamam do bolo mal repartido por Bernie. É fato que os times desejam recuperar os direitos sobre tudo o que entra e sai na categoria.
Resta saber que medidas práticas serão adotadas – isto se elas serão –  para compensar o fã de automobilismo que for às próximas duas corridas. A hipótese de colocar um terceiro carro já para Austin foi descartada, pois as equipes precisam ser avisadas com um mínimo de sessenta dias para se prepararem. O prejuízo maior será do torcedor que for ao GP Brasil, que tirando uma corrida preliminar de Porsche ou outra, paga caro e assisti apenas os carros da Fórmula 1. Na maioria das pistas, principalmente na Europa, o ingresso – mais barato que aqui – dá direito a assistir diversas categorias locais e outras de respeito, como a GP2 e a GP3.

Gasolina na veia galera!

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Coluna “Gasolina na Veia” – Jornal “O Liberal” 21/10/2014

Segue aqui na íntegra a coluna que publiquei no Jornal “O Liberal” sobre o fim da F3 Britânica:

Antes de um piloto conquistar o título da Fórmula 1, era quase que uma obrigação vencer o Campeonato Britânico de Fórmula 3. A competição foi tida e venerada durante várias décadas como o último degrau antes de um piloto chegar à Fórmula 1. Porém, os últimos anos não foram nada gloriosos para a categoria escola mais antiga do esporte a motor, e infelizmente, a categoria anunciou o próprio fim após 63 anos de história.

Ironicamente a Fórmula 3 chega ao fim em uma temporada na qual pela primeira vez um piloto chinês venceu a disputa. Martin Cao foi o último campeão da categoria, e o britânico Matt Rao, o vencedor da última prova, disputada no mitológico circuito de Domington Park, local do primeiro teste de Ayrton Senna na Fórmula 1, pilotando a Williams de 1983 em Domington, e batendo o recorde do traçado. Em Domington Ayrton também deu um show dez anos depois, vencendo uma corrida debaixo de um “dilúvio”, frente à poderosa Williams de Alain Prost.

A trajetória do Brasil no automobilismo deve muito à categoria britânica. Emerson Fittipaldi venceu o título em 1969, inaugurando as conquistas brasileiras na categoria, que somam 12 triunfos, perdendo apenas para os britânicos, que venceram em 44 oportunidades. Vale lembrar que durante os anos da década de 1970 o campeonato era dividido em dois, permitindo dois campeões por temporada. A Austrália e a Irlanda são os países que mais se aproximam do Brasil no ranking de conquistas, somando três cada um deles.

Além do titulo de Emerson, o Brasil voltaria a conquistar a taça com José Carlos Pace em 1970. Em 1978 foi a vez de Nelson Piquet se tornar campeão, sucedido em 1979 por Chico Serra. Em 1983 Ayrton Senna faturou a quarta conquista para o Brasil e deixou os britânicos de queixo caído com uma pilotagem agressiva, técnica e veloz. Pelas brilhantes vitórias em Silverstone, o autódromo ganhou um merecido apelido: Silvastone – em alusão ao sobrenome materno do ídolo brasileiro, que competiu durante muitos anos como “Da Silva”. Em 1985 Maurício Gugelmin levantou o troféu, e Rubens Barrichello faturou o caneco em 1991. Gil de Ferran, que conquistaria anos mais tarde o bicampeonato da Fórmula Indy e venceria em Indianápolis, conquistou o campeonato em 1992. Mario Haberfeld foi o campeão de 1998, Antonio Pizzonia venceu em 2000 e Nelson Piquet Jr. foi o campeão de 2004. Felipe Nasr, atual piloto de testes da Williams, foi o último brasileiro a levantar o troféu do tradicional torneio em 2011.

Da safra brasileira que passou pela Fórmula 3, foram conquistados oito títulos mundiais na Fórmula 1 e 89 vitórias na principal categoria do esporte a motor, além do título na Fórmula Indy e vitória em Indianápolis conquistada por Gil de Ferran, e até vitórias em categorias da Nascar, como as conquistadas por Nelson Piquet Jr. na Truck Series e National Series.

Claro que não foi apenas o Brasil que colecionou pilotos vitoriosos na Fórmula 3, dela também saíram nome de peso, que venceram títulos na Fórmula 1, tais como Jim Clark, Jackie Stewart e Mika Hakkinen. Daniel Ricciardo, vencedor de três corridas neste ano na Fórmula 1 e grande destaque da categoria, venceu a disputa em 2009.

As causas do fim são muitas, mas não podemos culpar apenas a crise financeira mundial. Novas categorias atraíram patrocinadores e pilotos, e dentre elas podemos citar a GP2 (antiga F-3000), GP3, Fórmula 3 Europeia, Fórmula 3 Alemã, Fórmula Renault, Fórmula 4, World Series, e crescimento das categorias de turismo.

Foi um fim triste e melancólico, e embora ainda não seja oficial, os organizadores decidiram encerrar a categoria por enquanto, após não terem obtido sucesso ao tentar uma fusão com a Fórmula 3 Alemã. Em algumas etapas apenas cinco carros estiveram inscritos. Um contraste para uma categoria que tradicionalmente alinhava mais de 30 carros no grid.

Gasolina na veia galera!

Coluna “Gasolina na Veia” – Jornal “O Liberal” 14/10/2014

Segue aqui o texto na íntegra da coluna que escrevi no Jornal “O Liberal”, publicado na terça-feira (14/10) em Araçatuba-SP. No artigo abordei a parte política e a lição que Sochi deu no Brasil ao realizar uma corrida em meio a instalações olímpicas.

Sochi deu uma lição no Brasil

Em 2007, o Brasil teve a honra de sediar os Jogos Pan-Americanos na cidade do Rio de Janeiro. Este foi o primeiro dos grandes eventos esportivos que nosso país iria receber em nove anos, seguido da Copa do Mundo da Fifa que aconteceu neste ano, e as Olimpíadas de Verão, que como todos sabem, terá a cidade do Rio de Janeiro como sede em 2016 . Com a Rússia acontece fenômeno semelhante, com o país tendo recebido os Jogos Olímpicos de Inverno no início deste ano, e a próxima Copa do Mundo em 2018. Sochi está no centro de tais eventos, com o acréscimo de uma corrida de Fórmula 1 em um circuito projetado em meio às instalações olímpicas. E é exatamente aí que Sochi deu uma lição para nossos políticos, promotores e demais administradores.
No Brasil, a área do autódromo Nelson Piquet, localizado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, foi utilizado para servir às instalações dos Jogos Pan-Americanos em 2007, o que fez com que o autódromo fosse descaracterizado em diversos setores, incluindo um encurtamento da pista considerável, o que relegou um traçado desafiador e amado por pilotos do mundo inteiro, a uma pistinha sem graça e charme algum. Não bastasse o que ocorreu para os jogos de 2007, o autódromo carioca terminou de ser destruído para a ampliação das estruturas esportivas que darão suporte aos jogos olímpicos de 2016. Foi de cortar o coração ver as desafiadoras curvas, arquibancadas e torre de controle simplesmente sumirem, entre uma marretada e outra.

A indignação foi imensurável dentre a comunidade automobilística, pois o autódromo gerava empregos, não só em suas instalações, como também de mecânicos, preparadores e demais profissionais que, infelizmente, viviam do automobilismo no Rio de Janeiro. Gerou desemprego, e cortou uma importante receita que era gerada com diversas etapas das muitas categorias que corriam na pista carioca. Nem vou me alongar com as categorias nacionais que por lá competiam, vou me ater às categorias internacionais que no local escreveram belas páginas, inclusive de vitórias de pilotos brasileiros: Fórmula 1, Fórmula Indy e Moto GP. Aliás, o autódromo carioca foi um dos poucos no mundo a ter recebido as três categorias.

Sochi nasceu como um complexo esportivo para jogos olímpicos, e com um projeto de autódromo por entre as instalações, o que foi muito bem aproveitado pelo governo como propaganda governamental. Um GP que podia até não acontecer, em virtude dos problemas diplomáticos entre a Rússia e o restante da Europa.

O pior de tudo não foi apenas o fato de termos tomado um tapa na cara dos russos, mas termos tomado um tapa desferido por Vladimir Putim. Isso sim é motivo de enorme preocupação.

Campeões

O final de semana na Rússia nos trouxe dois novos campeões. A Mercedes venceu pela primeira vez em sua história o Campeonato Mundial de Construtores com equipe própria. Quando a fábrica dominou a categoria na década de 1950, não existia tal campeonato. Lewis Hamilton venceu a corrida, com Nico Rosberg em segundo e Valtteri Bottas da Williams em terceiro. Felipe Massa em um final de semana cheio de problemas foi apenas o 11º.

Na GP2 o inglês Jolyon Palmer conquistou o título também por antecipação ao vencer a primeira prova da rodada dupla de Sochi. Já na Moto GP, que competiu em Motegi, no Japão, Jorge Lorenzo venceu a corrida, mas Marc Marquez terminou em segundo e conquistou o título da categoria, também por antecipação. Valentino Rossi completou o pódio da etapa em terceiro.

Gasolina na veia galera!

Coluna “Gasolina na Veia”

Segue aqui a coluna “Gasolina na Veia”, que publico semanalmente no jornal “O Liberal” de Araçatuba.

Era para ser uma etapa das mais disputadas do calendário da Fórmula 1, afinal, a pista de Suzuka possui um traçado desafiador e veloz, com uma diversidade de curvas que desafiam os melhores pilotos da categoria a provar que realmente são velozes, agressivos e técnicos na medida certa. Mas, infelizmente, a festa foi literalmente por água abaixo, em virtude da falta de bom senso dos dirigentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), como também da Honda, proprietária do autódromo e promotora da corrida, que insistiram em manter a disputa no dia e horário original, mesmo com um tufão chegando ao arquipélago japonês, que fez inclusive as aulas serem suspensas em praticamente todo país na segunda-feira.
Havia a possibilidade de antecipar a corrida para o sábado, o que foi, segundo noticiado pela mídia mundial, vetado pela Honda, que não queria arcar com os custos de devolução dos ingressos. Corrida mantida para o domingo, mesmo com tufão já fazendo os primeiros estragos na província de Mie, onde se localiza o autódromo, e mais uma vez a falta de bom senso manteve o horário da corrida para as 15h, onde a força da tempestade causada pelo tufão estava ainda mais forte, e o perigo era iminente, como a luminosidade natural era menor. A corrida começou para valer depois da décima volta, pois até então a prova já tinha sido interrompida uma vez, e o safety car manteve o ritmo lento até a nova largada.
A disputa na pista se mantinha regular, com os pilotos claramente comedidos para evitar aquaplanar e sair do traçado, o que aconteceu a sete voltas do fim com o piloto Adrian Sutil da Sauber, que saiu da pista na curva Dunlop, e viu um trator entrar na área de escape para retirar a Sauber dali – sem intervenção do safety-car! O ritmo de corrida continuou forte e o francês Jules Bianchi, de apenas 25 anos, saiu da pista no mesmo local, e atingiu com violência o trator, danificando seriamente a Marussia, e o pior, sofrendo uma forte pancada na cabeça, que causou traumatismo craniano. Levado para o hospital de ambulância, pois o helicóptero não tinha teto para decolar em virtude das condições climáticas, o piloto foi submetido a uma primeira operação na cabeça, e segundo boletim médico, divulgado ainda no domingo, Bianchi respirava sem ajuda de aparelhos e estava em recuperação na UTI.
É fato que as condições do piloto ainda são difíceis de avaliar, como também responder especulações se poderá retornar ou não as pistas, ou se ficará com sequelas. Apenas rezemos por Bianchi.

Hamilton amplia a liderança.

O pódio foi formado pelo vencedor Lewis Hamilton, o segundo Nico Rosberg e o terceiro Sebastian Vettel, que não estouraram champanhe em respeito ao colega ferido na prova. Felipe Massa, bem como a Williams, não esteve bem na chuva. Após largar em quarto, o brasileiro terminou apenas na sétima posição, enquanto Valtteri Bottas, que partiu em terceiro, terminou em sexto. Faltando apenas quatro etapas para o final do campeonato, Hamilton lidera com 266 pontos, contra 256 de Rosberg.

Dança das cadeiras

Nesta semana saiu enfim a confirmação de que Fernando Alonso deixará a equipe Ferrari no final da temporada. Sebastian Vettel foi confirmado para o lugar de Alonso na equipe italiana para 2015. Daniil Kvyat já foi confirmado como o substituto de Vettel pela Red Bull, enquanto Alonso deverá ser anunciado pela McLaren nos próximos dias.

Adeus De Cesaris

A bruxa realmente estava solta no domingo, e o ex-piloto italiano Andrea de Cesaris, 55 anos, faleceu ao bater a moto que pilotava contra um guard-rail, em estrada próxima de Roma. Carismático e famoso pelos espalhafatosos acidentes que protagonizava na Fórmula 1 entre os anos da década de 1980 e 1990, Andrea deixará saudades, principalmente para os que se reuniam em sua volta para até poucos dias atrás, para ouvir sua versões das dezenas de acidentes que se meteu ao longo da carreira. Ciao Andrea!

Coluna “Gasolina na Veia” #7 – Fórmula 1 sem espaço para o vice-campeão – “Jornal O Liberal”

Segue aqui a sétima coluna que publiquei no “Jornal O Liberal” de Araçatuba, onde abordei o pesado fardo que o piloto que ficar com o vice-campeonato nesta temporada irá carregar.

A partir de agora, além da foto da coluna no jornal, irei publicar o texto na íntegra, para facilitar a leitura.

Segue o texto:

O campeonato mundial de 2014 ficará marcado pela disputa entre a dupla da Mercedes, o inglês Lewis Hamilton, e o alemão Nico Rosberg, que agora possui três pontos de desvantagem para o rival de equipe, após liderar quase o ano todo. Mais do que uma disputa entre pilotos de um mesmo time, o campeonato deste ano representa a luta de um piloto, tido como um talento acima da média, no caso de Lewis, com Rosberg, que nunca foi tido e querido pela mídia pelo desempenho em pista, mas que superou várias vezes nestes dois últimos anos o rival, com talento tão acima da média, como também ao heptacampeão Michael Schumacher, com o qual dividiu a equipe entre 2010 e 2012.

Rosberg está tendo a primeira chance de ser campeão na carreira, ao contrário de Hamilton, que perdeu um título ganho em 2007, venceu Felipe Massa por um ponto em 2008, e dali em diante ficou longe da disputa pelo troféu, e agora, pela terceira vez, tem a chance de provar que é o melhor do grid. Não haverá meio termo para Hamilton e Rosberg: quem ficar com o vice carregará uma marca difícil de apagar nos próximos anos. Se o vice for Rosberg, ficará a marca do filho de campeão a perder um título que vinha liderando com folga em uma equipe alemã. Para Hamilton, seria mais uma chance aos detratores de afirmar que o talentoso inglês não possui capacidade mental para voltar a ser campeão. Motivos Lewis deu de sobra nos últimos anos. Cabe a ele agora apagar tal imagem, com um título conquistado contra um piloto que, se não possui a mesma velocidade, possui ao menos melhor capacidade de concentração e estratégia.

Em suma, 2014 não perdoará o vice-campeão. Aliás, arrisco a dizer que o terceiro colocado, e outros pilotos que terminaram corridas no pódio, mas com carros inferiores, possam terminar o campeonato em alta, como Daniel Ricciardo, e Valtteri Bottas. Daniel venceu três vezes até aqui com um carro no qual Vettel conseguiu no máximo um segundo lugar em Cingapura, e Bottas, que com um carro veloz, mas ainda sim em desenvolvimento, também subiu com frequência no pódio. Sem dúvidas terão mais moral que o vice de 2014.

Massa começa a se despedir

Felipe Massa declarou para a imprensa que possivelmente a Williams será sua última equipe na Fórmula 1. O piloto, que compete na categoria desde 2002, e passou pelas equipes Sauber e Ferrari, vem fazendo um ano inconstante, no qual começou mal, e apresentou um desempenho consistentemente melhor na segunda metade da temporada. Felipe, que possui contrato até o final de 2016 com a Williams, dificilmente deverá renovar ou ir para outro time, quando já terá 35 anos de idade.

Alonso fora da Ferrari?

Parece que o “casamento” entre Fernando Alonso e a Ferrari não rendeu os frutos esperados, e tanto ele, quanto a equipe, estão soltando pequenas declarações de descontentamento mútuo. Por parte do espanhol, o descontentamento vem da Ferrari ter produzido um carro com reais chances de ser campeão apenas em 2010 – primeiro ano em que o espanhol competiu por Maranello – e de lá para cá a equipe ter produzido um carro pior que o outro. Sem vencer em 2014, Fernando Alonso tem se mostrado forte nas corridas, e de fato apresentou desempenhos que o levam a um nível excepcional, porém, com resultados irrisórios, dado às limitações do equipamento que possui. Pelo lado da Ferrari, o piloto não foi competente em desenvolver o equipamento, como o fez Schumacher, campeão entre 2000 e 2004 pela Ferrari. Mas no caso de Alonso vale lembrar que os testes estão muito limitados, ao contrário da época de ouro de Schumacher.

Gasolina na veia galera!